12 de novembro de 2006

Vincent

Há peças que nos transportam para qualquer lado especial. O meu amigo Vincent é um desses magos dotados de sabedoria tão arcana, tão inexprimível, que se convencionou nomear de "talento". É fácil esquecer que o "talento" é um fardo pesado, comporta uma aprendizagem que nunca termina e que, muitas vezes, acaba por consumir aqueles que o têm. Como consumiu o Vincent, o Basquiat, o Kerouac e tantos outros. Talvez fosse esse o seu destino.

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